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A primeira vez que eu ouví falar em Linux foi em 1994, quando eu comprei em um sebo uma revista estrangeira que trazia um CD de programas, na época uma novidade extraordinária e uma ótima oportunidade para usar meu novo kit multimídia. Nesse CD havia uma das primeiras versões do Slackware, com uma instalação completamente manual e não intuitiva. Gastei dias para conseguir fazer uma instalação que rodava apenas em modo texto na linha de comando. Eu tinha muita vontade de ter um computador com Unix instalado, mas o Unix era caríssimo. Como o Linux é um sistema “Unix-like”, fiquei muito feliz com minha instalação e espantei-me com o poder dos comandos do bash, o shell do Linux. Como não haviam muitos aplicativos e o acesso à internet era ainda apenas uma promessa no Brasil, não havia muita utilidade para o sistema e eu tive que disponibilizar o computador para outras coisas (não sabia fazer um dual boot, que hoje é tão fácil). 

Em 1998 eu tive uma prova do avanço e da utilidade do Linux. A empresa em que eu trabalhava estava tendo enormes problemas para usar um potente servidor com uma cópia caríssima do Windows NT como roteador de Internet para a pequena rede local da empresa. Um colega adquiriu um manual do Linux da conectiva por quarenta Reais e seguiu as instruções para montar um roteador em modo texto usando um velho 486 que estava jogado em um canto. O sistema funcionou muito bem, com desempenho muitas vezes melhor e sem dar um único problema (o NT travava várias vezes por dia). Por curiosidade fizemos uma instalação em modo gráfico com o KDE.

Desde então eu fui acompanhando as várias versões das distribuições mais conhecidas. Em 2006 resolví comprar uma revista que trazia o Ubuntu 6.6 que era um live cd e experimentei na minha máquina. Achei a tecnologia de live cd absolutamente fantástica e gostei muito da interface gnome. Mesmo assim resolvi instalar em dual boot o KUbuntu por causa do KDE. Fiquei maravilhado com os recursos do sistema, os softwares pré-instalados, o reparticionamento sem perda de dados acionado pelo instalador e principalemente o fato do meu computadorzinho de mesa, que já estava um pouco defasado, apresentar um desempenho muito melhor no Linux do que no Window para realizar as mesmas tarefas.

Pouco depois eu conheci o Kurumin através do Guia do Hardware. Essa distro nacional tinha um desempenho melhor que o Ubuntu/KUbuntu e ocupava menos memória. Além disso os ícones mágicos programados pelo autor do sistema, Eduardo Morimoto tornavam o sistema mais fácil de configurar e usar, além de poderem ser abertos (eram feitos em shell script) e estudado.

  Alguns anos depois o projeto Kurumin foi descontinuado. Quando tornou-se necessário atualizar o sistema o jeito foi mudar de distribuição. Testei as nacionais BigLinux e DreamLinux, a Mandriva, a Fedora e até mesmo o Kurumin NG, uma tentativa de retomar o projeto Kurumin sem o Morimoto que infelizmente não deu certo.

Acabei optando pelo Ubuntu pela regularidade das atualizações e quantidade de recursos disponíveis. Gosto muito dessa distribuição que está fazendo sete anos e é considerada a distribuição mais popular do mundo.

Gosto muito de conhecer as varias distribuições Linux, acompanhando informações pelo site DistroWatch e instalando várias em máquinas virtuais VMWare ou virtualbox. Tenho uma fascinação especial por distribuições especializadas como Finnix para administração de redes ou a DR.Web para recuperação de sistemas. Também gosto muito das distribuições minimalistas (TyniCore, Slitaz, etc) e acompanho de perto as nacionais.

Não me considero um especialista em Linux, mas aprendi muito nestes últimos anos. Desde o Kurumin uso exclusivamente o Linux em casa e até hoje não achei nada que não pudesse fazer em Linux, exceto o acesso de sites que limitam de propósito o seu funcionamento apenas no Internet Explorer. Felizmente hoje são muito raros sites assim. 

Eu uso o Windows no trabalho e não tenho nada contra esse sistema que também procuro conhecer. Mas confesso que desenvolví um gosto todo especial pelo Linux, principalemente porque ele não tem caixas pretas, podemos aprender como tudo funciona ele e isso é empolgante. Não entendo como podem existir profissionais de informática que não usem ou pelo menos procurem conhecer um pouco a respeito do Linux.

Recentemente estive testando o BSD na versão 8.1 para conhecer outras alternativas existentes no universo do software livre e no mundo Unix.

Capa e teclado


Tenho visto muitas soluções de capas e teclados para tablets mas foi essa a que mais me   chamou a atenção pela simplicidade de conceito. Existem capas com teclados mas neste caso a capa é o teclado.

As teclas e um pequeno touchpad foram aplicados diretamente sobre o tecido da capa, com um interessante efeito decorativo e apresentando ao mesmo tempo grande praticidade no uso.

O material da capa é um tipo de feltro. Só fica uma dúvida em relação à possibilidade de se lavar.

O produto, que é apresentado neste endereço, é um tablet específico de nome HiLo, mas o que cama a taenção é mesmo a criativa solução em relação ao teclado.

Bojo

Conheci o grupo Bojo através do podcast “Retrocomputaria”, citado em post anterior neste mesmo blog, que apresentou algumas músicas na sessão musical do episódio 5a (Brasil) e eu gostei muito.

Segundo o site Cliquemusic, o Bojo foi formado em novembro de 1998 para uma performance no Museu da Imagem e do Som de São Paulo.

Trata-se segundo o site de “um grupo de música eletrônica com um pé na música popular brasileira, apresentando batidas minimais, intervenções percussivas, harmonias inusitadas e um som bastante orgânico”.

No site do grupo podemos obter muitas músicas disponibilizadas por eles pela internet. 

Pena que não vendam o CD pela internet, por download. Agora vou ter que sair atrás dos CD’s em lojas físicas para poder ouvir as músicas que não estão no site.

É interessante que dois discos inteiros (“Bojo” e “Bojo+Fauré”) só existe no formato eletrônico, disponibilizados no site. Após conhecer e gostar do som do grupo, fico interessado em contribuir para que o trabalho deles continue. Não teria problema algum em comprar os discos por download ou mesmo comprar material promocional (camisetas, etc) e certamente vou ficar atento para assistir o próximo show.

Clique aqui para ouvir a música “Procedimento 1″ (Faça com que pareça um acidente) do CD “Procedimento”, quinto disco do grupo.

Está disponível no meu blog de assuntos técnicos ACQUATEC, um novo tópico sobre programação orientada a objetos em ABAP. Para quem é da áres e se interessar pode acessar o tópico através deste link.

Nos anos 80 existia uma série de TV sobre um cara que resolvia os problemas mais intrincados com materiais como molas de canetas, fita adesiva e barbante. É o santo padroeiro da programação POG. Seu nome era Macgyver.
Recentemente eu ví uma matéria no site Obvious sobre uma máquina fotográfica que parece saída daquele seriado.

Matchbox Pinhole  A máquina é feita com dois rolos de filme de 35 mm, uma caixa de fósforo, uma lata de cerveja e fita adesiva. Bem ao estilo Macgyver.

Obviamente não é uma câmera digital. É uma câmera ao estilo antigo, com filme fotográfico e faz parte de um estilo de câmeras chamado de pinhole (numa tradução livre “buraco de agulha”). Essas são as câmeras mais simples que se pode fazer, pois não usam lentes. A projeção da imagem no filme fotográfico é feita usando o efeito de câmera escura conhecido desde a antiguidade e que deu origem À fotografia. Um simples furinho (o buraco de agulha) feito na lateral de uma caixa fechada permite a entrada da luz e a focalização de uma imagem (invertida) sobre a parede oposta da caixa.

Esta maravilha de simplicidade usa uma caixa de fósforo como câmara e a bobina do filme de 35 mm como rolo para mover o filme pela caixa, permitindo várias fotografias com quase a mesma praticidade de uma câmara normal de filme. O formato também lembra muito uma dessas.

Um tutorial completo de como fazer essa câmera pode ser vista aqui e uma galeria de fotos feitas com ela pode ser observada aqui.

Em uma época como a nossa, onde câmeras digitais sofisticadíssimas estão tão acessíveis, muitas vezes como um simples assessório do celular, vale a pena lembrar da genialidade da simplicidade.

Notícia interessante no Guia do Hardware sobre o aumento da capacidade dos chips ARM e o lançamento de um SoC (System on Chip) ARM com preço e consumo elétrico reduzidíssimos e capacidade de processamento à altura dos chips Atom da Intel.

Isso representa a possibilidar de quebra do paradigma Intel/Windows, com o aparecimento de soluções computacionais mais flexíveis e customizadas do que as atuais.

http://www.guiadohardware.net/noticias/2010-09/nusmart.html


O blog “Retrocomputaria” publica interessantes podcasts com aficcionados nos antigos micros de 8 bits, comentando informações interessantíssimas sobre a microinformática dos anos 70, 80 e 90 (me assusta pensar que a microcomputação dos anos 90 já é história).

Os podcasts em sí contém um papo informal entre os autores do blog, bastante divertido por sinal. Nas postagens que contém o link para os podcasts encontramos também muitos links interessantes sobre o assunto.
Para quem se interessa pelas origens e os primeiros anos da microinformática é um achado. O site possui link para agregadores de podcasts e uma conta no Twitter, a qual eu já estou seguindo.

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